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Núcleo Histórico

Património Cultural



Alter possui um importante património, repartido por entre o seu elegante casario branco de faixa colorida, de um ou dois andares, com ruas calcetadas, onde convivem igualmente bonitas casas senhoriais dos séculos XVII e XVIII, como o bonito Palácio e Jardim do Álamo, onde hoje em dia funciona o posto de turismo, uma galeria de arte e uma biblioteca.

Temos muito para conhecer em Alter do Chão:
   .O Castelo, cuja construção remonta ao século XIV;
   .A Fonte Renascentista, toda em mármore de Estremoz;
   .O Pelourinho com decoração Manuelina;
   .A Janela de estilo Manuelino;
   .A Estação arqueológica do ferragial d´El Rei;
   .Os Fontanários espalhados pela vila;
   .As várias Igrejas.

Contudo, Alter do Chão é sobejamente conhecida pela sua Coudelaria, fundada em 1748 por D. João V, com vista à criação de cavalos de raça lusitana para a Picaria Real. Hoje em dia aqui funciona a Escola Profissional Agrícola de Alter do Chão, a Escola Portuguesa de Arte Equestre e um Pólo da universidade de Évora, entre muitas outras valias.
Há um lugar no Concelho onde a paisagem se mantém intata e o tempo parou, o quadro perfeito, que nos prende à encantadora Aldeia de Alter Pedroso.
Casas tipicamente alentejanas, uma igreja de estilo barroco, construída sobre um maciço rochoso, embeleza o Largo, onde os habitantes convivem, esperando a aragem fresca das noites estivais.
Subindo a Rua do Castelo chegamos ao Talefe, construído por entre as ruínas do Castelo de Alter Pedroso, e de onde se avista, em dias de céu limpo, a Serra da Estrela.
A incrível atmosfera deste lugar é motivo mais que suficiente para visitar Alter Pedroso, uma pequena Aldeia no coração do Alto Alentejo.

Prepare-se para conhecer todo o Património do concelho, a sua História, as suas Festas Populares e prove a saborosa Gastronomia da região.

Desdobrável - Estação Arqueológica de Alter do Chão (pt)
Desdobrável - Estação Arqueológica de Alter do Chão (en)

1. Castelo de Alter do Chão



O Castelo de Alter do Chão, propriedade da Fundação da Casa de Bragança, situa-se, atualmente, no centro da Vila e foi mandado construir por D. Pedro I, em 1359. A cerca medieval, cuja construção data deste mesmo ano, nunca foi terminada. Esta teria início na Torre de Menagem, ou na muralha virada para o Largo dos Doze Melhores de Alter, seguindo depois para o atual Largo Barreto Caldeira, cortando o Jardim da Casa do Álamo, circundando, ao que tudo leva a crer, a parte mais alta da vila, isto é, o Outeiro, seguindo depois em direcção à Torre de Menagem, na qual fecharia uma ampla área de cerco[1].
A edificação numa planície chã e o facto de ser utilizado para residência temporária dos monarcas da dinastia de Bragança, sempre que se deslocavam a Alter do Chão, colocam-no longe do estereótipo, habitualmente, atribuído aos castelos, localizados em sítios altos, enquanto fortificações, para defesa da população, em caso de ameaça, perante investida inimiga.
Ao longo do séc. XX, o castelo viu a sua história e o seu valor patrimonial, progressivamente, ignorados. De estalagem real e alcaidaria, os alterenses viram ser instalados, no seu interior, uma loja de ferrador, oficina de carpintaria, um celeiro, cavalariças, um lagar de azeite e, até mesmo, uma lixeira[2], apesar da sua classificação, como Monumento Nacional, ter sido atribuída logo em 1910[3].
O castelo revela uma planta quadrangular, assentando numa pequena plataforma sobrelevada, relativamente ao Largo dos Doze Melhores de Alter. A entrada faz-se, atualmente, pelo alçado virado a Sudeste, por uma porta ogival, encaixada numa torre fortificada, recuada, de planta retangular. Sob esta entrada, existe uma pequena sala interior, cujo acesso se faz por uma escadaria localizada no pátio interno. Além desta porta, flanqueada por dois cubelos circulares, existe uma outra, secundária, também ogival, no alçado Sudoeste, junto à Torre de Menagem, com acesso através de uma rampa, pouco acentuada. A meio do alçado, virado a Nordeste, tem um pequeno torreão, de planta quadrada.
A Torre de Menagem, com uma altura considerável e que se demarca na silhueta da Vila, está encaixada na estrutura do castelo e apresenta planta quadrada. O acesso a esta faz-se por uma porta ogival, localizada à cota do segundo piso da antiga alcaidaria, com entrada directa para uma sala, com janela gradeada, no alçado Oeste. A escadaria interna permite chegar a uma segunda sala e ao topo da torre, uma plataforma recortada por suaves ameias, obra dos Monumentos Nacionais (1955)[4]. No canto Norte, existe uma segunda torre, mais baixa, também de planta quadrada e com acesso pelo segundo piso da alcaidaria.
Internamente, num pátio bastante amplo, sobressai o rebordo quadrado de um poço e, ao fundo, o que resta da antiga alcaidaria, nitidamente transformada, para dar resposta às múltiplas utilizações que o castelo teve. A fachada de dois andares é pontilhada por diversas janelas e portas, apresentando, no piso inferior, duas salas de abóbada.
Os grandes silhares de granito, que definem toda a base do castelo, revelam, aparentemente, reaproveitamento de material de construção romano, podendo sugerir, também, que este foi construído sobre uma estrutura romana pré-existente, um templo ou, até mesmo, o fórum da cidade romana de Abelterium. Contudo, Mário Jorge Barroca[5] defende que esta silharia é caraterística do período califal, mais concretamente, do governo de Ab-al-Rahman III (séc. X).


2. Projeto Via Hadriana

O projeto Via Hadriana visa a recuperação, valorização e promoção de património histórico e arqueológico, com vista a criação de um circuito turístico integrado e de animação cultural no concelho de Alter do Chão.
Este projecto visa também a projeção do concelho de Alter do Chão, ao promover e dignificar o seu património cultural, sensibilizando a população para a importância do mesmo, fomentando o turismo, dinamizando o comércio, a hotelaria e a restauração local.
É indiscutivelmente um projeto bastante ambicioso, estruturante, de longo prazo e deverá assumir-se como uma referência para todo o Norte Alentejano. Será, sem dúvida, uma grande aposta da Câmara Municipal de Alter do Chão no seu legado cultural romano, para os próximos anos e será a este período que a autarquia pretende que o concelho venha a ser historicamente referenciado.
Pretende-se a fruição pública imediata ao património a intervencionar, aos Laboratórios de Arqueologia, de Conservação e Restauro, de Antropologia e às Reservas de Arqueologia, apostando fortemente no aumento do fluxo turístico e na sensibilização dos visitantes e da população local, para a importância do património do concelho. Este projeto terá uma forte componente pedagógica, dirigida fundamentalmente aos mais novos e naturalmente preocupações ambientais, intrínsecas a qualquer roteiro turístico integrado num ambiente ecológico bastante diversificado.
Porém, o projeto Via Hadriana não deixa de ser um projeto de investigação pelo carácter científico das intervenções arqueológicas, da conservação e restauro de monumentos, sítios arqueológicos e espólio, e dos estudos e publicações a efetuar pelos diversos investigadores que irão constituir a equipa técnica.
Pretende-se promover também relações estáveis de cooperação técnica e institucional, a nível nacional e internacional, fundamentais para a consolidação do projecto. Para o efeito está a ser constituída uma rede de investigadores/colaboradores, reforçando o intercâmbio interdisciplinar e internacional, no intuito de fomentar o desenvolvimento científico pela partilha de conhecimento. Além disso, pretende-se reforçar as relações institucionais existentes com algumas associações e entidades locais e regionais.
Importa salientar também a enorme importância que um projeto desta dimensão tem em termos sociais, mais concretamente na criação de postos de trabalho, durante e depois da execução do mesmo. Em vilas com as caraterísticas e dimensão de Alter do Chão, localizadas numa região desertificada e carenciada como o Alentejo, onde não há emprego e as Câmaras Municipais são as principais entidades empregadoras, é urgente empregar pessoas, nomeadamente aquelas que vivem com escassos recursos, e dar oportunidade de emprego e ocupar os jovens locais.

[1] Calado, Rafael Salinas (1948) – Brazões dos Duques de Bragança no seu antigo senhorio da Vila de Alter do Chão, Coimbra, p. 24.
[2] Idem, Ibidem, p. 18-19.
[3] MN, Dec. de 16 de Junho de 1910; DG 136, de 23 de Junho de 1916; ZEP, DG 13, de 16 de Janeiro de 1960; IPA: CNS 15521.
[4] www.monumentos.pt  e  www.ipa.min-cultura.pt
[5] BARROCA, Mário Jorge (2000) – Epigrafia Medieval Portuguesa, Vol. II, Porto, p. 1728.

 

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